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Não te posso prometer que os nossos momentos, as nossas cumplicidades e tudo o que nos envolve e nos caracteriza irão ser para sempre, não te posso prometer que não vou errar, não posso, porque maior que o medo de errar é o medo de te desiludir. Mas podia prometer-te mil e uma coisas. Mas não vou, embora, queira. Sabia que não me conhecia, não neste campo, mas julguei que como em tudo o resto, com bom senso iria perceber e compreender o que se passava, o que se iria passar, o que iria sentir… Mentira. Conheço-me pior do que julgava, e ainda bem. Durante demasiado tempo privei-me de viver certas emoções com receio, com medo, com medo de mim própria, com medo de não estar à altura de ti. Ah, e se pudesse voltar atrás - embora, não possa, nem queira - não mudava nada!

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