não sei se errei.


e o dia chega, chega sempre, acontece com toda a gente. uns resistem, outros lutam contra isso, alguns conformam-se, outros tiram proveito disso. mas o dia chega sempre, a sensação acaba por fazer-se sentir, os arrepios correm pelo nosso corpo a fora, o coração acelera o ritmo, o tempo passa mais devagar e as borboletas na barriga tornam-se reais. 
não é que eu estivesse à espera que o meu dia chegasse, provavelmente nunca teria pensado no assunto, e quando chegou a minha vida não ficou do avesso nem as minhas emoções se tornaram confusas, bem pelo contrário tornou-se tudo muito nítido. eu estava apaixonada. perdida e desesperadamente apaixonada. daquelas paixões que não nos deixam pensar duas vezes e que nos fazem acreditar que somos capazes do impossível. era olha para ti e sentir o meu coração apertadinho, desejoso por pôr os meus braços á volta do teu pescoço, era falar contigo e ter a certeza que eras tu o príncipe da minha vida, era amor. quando te disse que te amava, fechei os olhos, virei-te as costas e segui o meu caminho, porque mesmo sem te ter dado a oportunidade de falar, eu sabia que nada ia voltar a ser como era. não fugi de ti, tornei as coisas mais fáceis.. Será que nós ainda temos solução? Será que vale a pena lutar contigo por isto? Sinto que não.

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